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terça-feira, 11 de março de 2014


Cadela morre e menina de quatro anos escreve para Deus


    Têm histórias que arrancam lágrimas nossas e podemos perceber a ingenuidade e a grande compaixão das crianças que desde cedo demonstram seu amor pelos animais e entendem perfeitamente que todos são importantes, não importa se é um ser humano ou se é um animal não humano. Toda vida merece respeito. Lendo essa história no site ANDA , o maior portal sobre notícias de animais do mundo, me deparei com essa linda história de uma pequena menina de apenas 4 anos e que tem um coração enorme.

Abbey, uma cadela de 14 anos, morreu em agosto de 2006. Segundo a tutora, sua filha de 4 anos, Meredith, não parava de chorar e comentar sobre a saudade que sentia de Abbey. Então, ela perguntou à mãe se poderia escrever uma carta para Deus para que, assim que Abbey chegasse ao Céu, Ele pudesse reconhecê-la.
Diante do consentimento da mãe, ela passou a ditar as seguintes palavras, enquanto a mãe escrevia:
“Querido Deus.
O Senhor poderia tomar conta da minha cadela? Ela morreu ontem e está aí no céu com o Senhor. Estou com muitas saudades dela. Fico feliz porque o Senhor a deixou conosco mesmo que ela tenha ficado doente. Espero que o  Senhor brinque com ela. Ela gosta de nadar e de jogar bola. Estou mandando uma foto dela para que assim que a veja, o Senhor reconheça logo que é a minha cadela. Eu sinto muita saudade dela. Meredith.”
De acordo com a mãe de Meredith, elas colocaram a carta em um envelope com duas fotos de Abbey junto de Meredith e endereçaram a “Deus no Céu”. Depois, escreveram o próprio endereço no remetente e Meredith colou um monte de selos na frente dizendo que era necessário para que a carta pudesse chegar até o Céu.
Divulgação

“Naquela tarde ela colocou a carta numa caixa do correio. Dias depois ela perguntou se Deus já tinha recebido a carta. Respondi que achava que sim. “, disse a mãe.
Passados alguns dias, quando a família estava voltando para casa, após um passeio ao Museu de História Natural, se deparou com um pacote embrulhado em papel dourado na varanda, com um cartão endereçado à Meredith em uma caligrafia desconhecida. Dentro do pacote, encontrava-se o livro escrito por Mr. Rogers, intitulado “Quando um animal de estimação morre”. Colada na capa interna do livro estava a carta de Meredith. Na outra página, estava colada uma das fotos enviadas pela menina, abaixo da inscrição “Para Meredith”. Ao virar a página, mãe e filha encontraram um bilhete cor de rosa, escrito à mão:
“Querida Meredith,
A Abbey chegou bem ao Céu. A foto, que você me enviou, ajudou muito e eu a reconheci imediatamente. Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo assim como está no seu coração. Ela adorou ter sido seu animal. Como não precisamos de nossos corpos no Céu, não tenho bolso para guardar a sua foto. Assim, a estou devolvendo dentro do livro para você guardar como uma lembrança da Abbey. Obrigado por sua linda carta e agradeça à sua mãe por tê-la ajudado a escrevê-la e enviá-la a mim. Que mãe maravilhosa você tem! Eu a escolhi especialmente para você. Eu envio minhas bençãos todos os dias e lembre-se que amo muito vocês. A propósito, sou fácil de encontrar: estou em todos os lugares onde exista amor. Com amor, Deus”.
Fonte: Site ANDA
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


Lembranças de um gato.


    Era manhã de mais um dia comum. Eis que ao longe, na rua de minha residência, vinha eu: triste, pensativo e com uma lágrima querendo rolar-me no focinho. Ao entrar em casa, senti um vazio, e logo me veio à lembrança do meu querido e único amigo, o Amarelo Brincalhão. Talvez alguns pensem: “mas, se ai no campus há bastante gato, por que você, Marcovaldo, só tem o Amarelo como amigo?”
Explicarei. Quando fui abandonado aqui no Campus, eu era um felino muito pequeno e acanhado. Ninguém da turma que morava por aqui me dava atenção, porém o Amarelo Brincalhão foi o único a receber-me bem, deu-me as boas vindas, cuidou de mim e ensinou-me as regras para conviver em uma residência universitária. Por isso que eu o tenho com grande apreço. Ele ganhou meu respeito, minha amizade, o meu coração. Brincávamos o dia todo, desde o nascer do sol ao seu pôr. Dividíamos o mesmo punhado de ração e dormíamos juntos no velho sofá da sala da residência.
    Um dia marcou minha mente. Naquele dia não me sentia bem, parecia que previa algo de ruim, não sabia o quê. Passamos o dia miando, e o tempo logo passava. No final da tarde, como de costume, brincávamos. E nossa última brincadeira foi ver quem atravessava mais rápido a rua, de um lado para o outro. O mais veloz entre nós teria por prêmio o leite que acompanhava o punhado de ração da noite. Mas logo começaram a aparecer outros gatos, todos querendo participar da brincadeira. Surgia gato de todos os lados, vindos dos setores de aula, da reitoria, dos departamentos. Haja gato. A brincadeira se espalhou feito notícia, como se fosse uma aposta. Então, fui o primeiro. Lancei-me a atravessar a rua, no momento não havia carros circulando, fui rápido e astuto. Depois de mim, foi a vez do meu amigo Amarelo. Lembrei-me que ele já estava com a idade um pouco avançada, mas mesmo assim não recusava minhas brincadeiras – não enxergava muito bem. Correu! Atravessou a rua sem perceber que da sua esquerda vinha um carro, e nele havia um velhinho no volante que também tinha a visão imperfeita – e justamente naquele dia esquecera seus óculos, culpa da pressa.
Screeech! Iééé! Bam! Meu amigo foi atropelado. A cena foi horrível. A batida foi muito forte, Amarelo foi ao alto e caiu na minha frente do outro lado da rua, cheio de sangue e fraco, imóvel. No mesmo instante, o velhinho saiu do carro, em prantos e o colocou em cima da calçada – demonstrando preocupação para com o meu amigo. Porém, não podia fazer mais nada, a pulsação do Amarelo estava fraca e ele quase nada respirava mais. Aproximei-me dele. Então ele começou a miar para mim, baixinho, e disse em suas últimas miadas: “Marcovaldo, se cuida, eu te amo, nunca me esquecerei de você”. Ele se foi – e assim percebi que não temos 7 vidas, como  disseram-me.
    Sim, o meu melhor amigo foi dessa vida para uma melhor. Deixou-me aqui, sozinho. Lembro-me dele todos os dias e, por isso, decidi escrever essas palavras, acreditando que esta é uma forma de homenageá-lo. Carrego, até hoje, a culpa pela sua morte, não era para ter sugerido uma brincadeira tão arriscada e injusta. Amigo mesmo que você esteja longe eu nunca deixarei de amá-lo, és para mim um tesouro que para sempre guardarei no meu coração. Peço desculpas – mesmo sabendo que isso não o trará à vida. Levarei todos os seus ensinamentos ao próximo, por toda vida.
Miau! O céu ganhou mais uma constelação.

Patrícia Nunes. 
Estudante de Comunicação Social- Publicidade e Proganda /UFRN


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terça-feira, 15 de outubro de 2013


O vegetarianismo atualmente.



    Mais recentemente, assuntos como as importações de gado foram motivo de oposição ao consumo de carne por parte de muitas pessoas, por todo o Reino Unido. Preocupações em relação a saúde surgiram quando as pessoas se aperceberam de que os animais para consumo estavam infectados com doenças como a doença das vacas loucas" (BSE), listeria e salmonelas.
Desde os anos 80 do s éculo XX, a consciência popular tem-se focado cada vez mais num regime de vida saudavel. O vegetarianismo passou então a ser associado a saúde e dados cada vez mais concretos apontaram a carne como causa de inúmeras doenças. Consequentemente, o não consumo de carne e outros produtos animais foi associado a não-violência e ao respeito pelos animais. Desde então organizações de defesa animal e promoção do vegetarianismo/veganismo começaram a ganhar cada vez mais força e a desenvolver ações mundiais.
    Os benefícios do vegetarianismo têm sido evidentes ao longo de todas as culturas, e uma dieta exclusivamente a base de vegetais tem mantido a população humana desde h a milhões de anos atrás. Com a população global a crescer de forma exaustiva e os recursos a decrescerem de forma assustadora, o vegetarianismo/veganismo é considerado por muitos como a solução para todos os problemas da humanidade e ir a influenciar grandemente o futuro das gerações que se seguem.

FONTE: Introdução ao Vegetarianismo
2a edição, Setembro de 2005
Edição e distribuição: galaxia-alfa.com
http://www.centrovegetariano.org
ISBN 972-8967-15-2


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terça-feira, 17 de setembro de 2013


A ideologia vegetariana nos séculos XIX e XX.


No século XIX.

    A influência do Cristianismo radical, no século XIX, deveu-se a grande difusão do vegetarianismo na Inglaterra e nos Estados Unidos. 
Os fundamentalistas cristãos provieram de grandes congregações existentes na recente e pobre zona urbana. Estes representantes estavam a sair da Inglaterra e a espalhar-se por outros países europeus, e as comunidades vegetarianas nos Estados Unidos eram formadas maioritariamente por Adventistas do S étimo Dia. Um notável praticante desta religião era o Dr. John Harvey Kellogg, o inventor dos cereais Kellogg's.
Por volta de 1880, os restaurantes vegetarianos eram populares em Londres e ofereciam refei ções baratas e nutritivas.

No século XX.

    Com o virar do século XX, a população britânica encontrava-se ainda num estado de pobreza. A Sociedade Vegetariana, durante a crise de 1926, distribuía alimentos as comunidades mais carenciadas - o vegetarianismo e o humanitarismo estiveram sempre proximamente relacionados.
Devido a escassez de alimentos durante a Segunda Guerra Mundial, os britânicos foram encorajados a "Escavar para a Vitoria" (Dig For Victory), para cultivarem os seus próprios vegetais e frutas. A dieta vegetariana manteve a população, e a saúde das pessoas melhorou muito durante os anos em guerra.
    Nos anos 50 e 60 do s éculo XX, muitas pessoas tomaram consciência do que se passava nas unidades de produção intensiva, introduzidas após a guerra. O vegetarianismo tornou-se muito apelativo quando as influências orientais se espalharam pelo mundo ocidental.
Durante as décadas de 80 e 90, o vegetarianismo ganhou um maior ímpeto, quando o desastroso impacto que a população humana estava a causar no planeta se tornou mais evidente. Os assuntos ambientais dominaram os noticiários e estiveram durante muito tempo em primeiro plano na política. 
O vegetarianismo foi encarado como parte do processo para a conservação dos recursos.

FONTE: Introdução ao Vegetarianismo
2a edição, Setembro de 2005
Edição e distribuição: galaxia-alfa.com
http://www.centrovegetariano.org
ISBN 972-8967-15-2



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terça-feira, 10 de setembro de 2013


A ideologia vegetariana no Renascimento e no Iluminismo.


    No início da era Renascentista, a ideologia vegetariana surgiu como um fenômeno raro. A fome e as doenças imperavam, enquanto as colheitas falhavam e a comida escasseava. A carne era muito pouca e um luxo apenas para os ricos. Foi durante este período que a filosofia clássica (greco-romana) foi redescoberta. 
    O Pitagorismo e o Neo-Platonismo tornaram-se novamente uma grande influência na Europa. Com a sangrenta conquista de novos territórios, novos vegetais foram introduzidos na Europa, tais como as batatas, a couve-flor e o milho.
A adoção destes novos alimentos trouxe imensos benefícios a saúde, ajudando a prevenir doenças dermatológicas, que eram na altura muito frequentes.
    Com o Iluminismo do s éculo XVIII, emergiu uma nova perspectiva do lugar do Homem na ordem da criação. Argumentos de que os animais eram criaturas inteligentes e sensíveis começaram a ser ouvidos e objeções morais a serem colocadas, a medida que aumentava o desagrado pelo desrespeito e abuso dos animais. 
    Nas religiões ocidentais houve um ressurgimento da ideia de que, na realidade, o consumo de carne era uma aberração e ia contra a vontade de Deus e contra a genuína natureza da humanidade. Nestes dias, os métodos de abate eram extremamente bárbaros. Os porcos eram chicoteados até a morte com cordas cheias de nós para tornar as carcaças mais tenras, e os pescoços das galinhas eram golpeados, para depois serem penduradas e deixadas a sangrar até morrer.
    Vegetarianos famosos deste período incluíram os poetas John Gay e Alexander Pope, o médico Dr. John Arbuthnot e o fundador do movimento metodista John Wesley. Grandes filósofos como Voltaire, Rousseau e Locke, questionaram a inumanidade do Homem em relação aos animais; e a obra de Paine, The Rights of Man, de 1791, despertou muitos assuntos a respeito dos direitos dos animais.

FONTE: Introdução ao Vegetarianismo
2a edição, Setembro de 2005
Edição e distribuição: galaxia-alfa.com
http://www.centrovegetariano.org
ISBN 972-8967-15-2

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terça-feira, 3 de setembro de 2013


O vegetarianismo no Cristianismo antigo.

    


    O Cristianismo primitivo, com raízes na tradição judaica, viu o vegetarianismo como um jejum modificado para purificar o corpo. Tertuliano (155-255 DC), Clemente de Alexandria (150-215 DC) e João Crisóstomo (347-407 DC) ensinaram que evitar a carne era uma maneira de aumentar a disciplina e a força de vontade necessárias para resistir as tentações. Isto tornou as restrições dietéticas, como o vegetarianismo, muito comuns no comportamento cristão da época. E estas crenças foram transmitidas ao longo dos anos de uma forma ou de outra - por
exemplo, a proibição de carne (exceto peixe) da Igreja Católica Romana nas sextas-feiras, durante a Quaresma.
    Com o estabelecimento do Cristianismo, surgiram ideias de supremacia humana sobre todas as criaturas, mas muitos grupos não ortodoxos não partilhavam desta visão. Desde então, no decorrer da Idade Média, todos os seguidores das filosofias que eram contra o abate e abuso dos animais, eram considerados fanáticos, hereges e frequentemente perseguidos pela Igreja e queimados vivos. No entanto, conseguiram escapar
a este terrível destino dois notáveis vegetarianos - Santo David (Santo Padroeiro de Wales) e São Francisco de Assis. O mundo medieval considerava que os vegetais e cereais eram comida para os animais. 
Somente a pobreza compelia as pessoas a substituírem a carne pelos vegetais. A carne era o símbolo de status da classe alta. Quanto mais carne uma pessoa pudesse comer, mais elevada era a sua posição na sociedade.

FONTE: Introdução ao Vegetarianismo
2a edição, Setembro de 2005
Edição e distribuição: galaxia-alfa.com
http://www.centrovegetariano.org
ISBN 972-8967-15-2

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terça-feira, 27 de agosto de 2013


O vegetarianismo na cultura grega e romana.




    A ideologia alimentar grega e romana foi fundada sobre os valores do trigo, da vinha e da oliveira. Este modelo esteve frequentemente ligado a ideia de frugalidade: o pão, o vinho e o azeite (aos quais eram acrescentados os figos e o mel) eram elevados a categoria de símbolos de uma vida simples, de uma pobreza digna, feita de trabalho duro e de satisfações singelas. 
    Na época, estas imagens eram a proposta alternativa dos gregos ao luxo e a decadência do povo persa, conforme mostram os textos clássicos. 
A proeminência do pão na cultura antiga era também decorrente da primitiva ciência diet ética, que colocava o pão no topo da escala de nutrição. 
Os m édicos gregos e latinos viam no pão o equilíbrio perfeito entre os "componentes" quente e frio, seco e h úmido, conforme os ensinamentos de Hipócrates. Em contraste, o consumo da carne foi sempre problemático. Imagem do luxo, da gula, da festa, do privilégio social, a carne não era considerada pelas civilizações antigas do Mediterrâneo como um bem tão essencial quanto os produtos da terra: o seu preço não era sujeito a um controlo político como eram os cereais.
    Em certas épocas, a venda de carne chegava a ser proibida ao público. 
O matem ático e filósofo grego Pitágoras e o filósofo romano Platão advogavam a não crueldade para com os animais. Eles verificaram que as vantagens de um regime vegetariano eram imensas e que este regime era a chave para a coexistência pacífica entre humanos e não humanos, focando que o abate de animais para consumo embrutecia a alma das pessoas. Os argumentos de Pitágoras a favor de uma dieta sem carne apresentavam três pontos: veneração religiosa, saúde física e responsabilidade ecológica. Estas razões continuam a ser citadas hoje em dia por aqueles que preferem levar uma vida mais responsável. 
    Os Essenios foram um antigo povo judeu, que viveu durante o segundo s éculo AC, e reagiram ao excessivo abate de animais que eram feitos muitas vezes num s o dia.  Acabaram por ser perseguidos e mortos pelos romanos.

FONTE: Introdução ao Vegetarianismo
2a edição, Setembro de 2005
Edição e distribuição: galaxia-alfa.com
http://www.centrovegetariano.org
ISBN 972-8967-15-2



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quarta-feira, 24 de julho de 2013


Como eram os vegetarianos nas civilizações antigas.



    Por volta de 3200 AC, o vegetarianismo foi adotado no Egito por grupos religiosos, que acreditavam que a abstinência de carne criava um poder k armico que facilitava a reencarna ção.
Na China e Japão Antigos (s éculo III, AC), o clima e os terrenos eram prop ícios a pr ática do vegetarianismo. O primeiro profeta-rei chinês, Fu Xi, era vegetariano e ensinava as pessoas a arte do cultivo, as propriedades medicinais das ervas e o aproveitamento de planta ções para roupas e utensí lios. Gishi-wajin-den, um livro de hist ória da época, escrito na
China, relata que no Japão não existiam vacas, cavalos, tigres ou cabras e que os povos viviam das planta ções de arroz, do peixe e dos crust ácios que apanhavam. Muitos anos mais tarde, com a chegada do Budismo, a proibi ção da ca ça e da pesca foi bem recebida pelas popula ções japonesas.
    Na Índia, animais como as vacas e macacos foram adorados ao longo dos anos por simbolizarem a encarna ção de divindades. O rei indiano Asoka, que reinou entre 264-232 AC, converteu-se ao Budismo, chocado com os horrores das batalhas. Ele proibiu os sacrifí cios animais e o seu reino tornou-se vegetariano. A Índia, ligada ao Budismo e Hinduí smo,
religiões que sempre enfatizaram o respeito pelos seres vivos, considerava os cereais e os frutos como a melhor forma (mais equilibrada) de alimentar a popula ção. Juntamente com estas pr aticas religiosas, certos exercí cios, como o Yoga, associaram-se ao não consumo de carne, para alcan çar a harmonia e ascender a n veis espirituais superiores.
    Para os povos celtas e aztecas, intimamente ligados a natureza, a
carne era reservada para grandes ocasiões: as festas que serviam para
estreitar os la ços sociais e ligar o mundo humano ao dos deuses pagãos.
De resto, quando não estava ligado ao sacrif ício, o consumo de carne dependia da ca ça. Apenas a ca ça escapava a l ógica do sacrif ício, mas no
sistema de valores da cultura celta era uma atividade marginal.

FONTE: Introdução ao Vegetarianismo
2a edição, Setembro de 2005
Edição e distribuição: galaxia-alfa.com
http://www.centrovegetariano.org
ISBN 972-8967-15-2


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