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terça-feira, 15 de outubro de 2013


O vegetarianismo atualmente.



    Mais recentemente, assuntos como as importações de gado foram motivo de oposição ao consumo de carne por parte de muitas pessoas, por todo o Reino Unido. Preocupações em relação a saúde surgiram quando as pessoas se aperceberam de que os animais para consumo estavam infectados com doenças como a doença das vacas loucas" (BSE), listeria e salmonelas.
Desde os anos 80 do s éculo XX, a consciência popular tem-se focado cada vez mais num regime de vida saudavel. O vegetarianismo passou então a ser associado a saúde e dados cada vez mais concretos apontaram a carne como causa de inúmeras doenças. Consequentemente, o não consumo de carne e outros produtos animais foi associado a não-violência e ao respeito pelos animais. Desde então organizações de defesa animal e promoção do vegetarianismo/veganismo começaram a ganhar cada vez mais força e a desenvolver ações mundiais.
    Os benefícios do vegetarianismo têm sido evidentes ao longo de todas as culturas, e uma dieta exclusivamente a base de vegetais tem mantido a população humana desde h a milhões de anos atrás. Com a população global a crescer de forma exaustiva e os recursos a decrescerem de forma assustadora, o vegetarianismo/veganismo é considerado por muitos como a solução para todos os problemas da humanidade e ir a influenciar grandemente o futuro das gerações que se seguem.

FONTE: Introdução ao Vegetarianismo
2a edição, Setembro de 2005
Edição e distribuição: galaxia-alfa.com
http://www.centrovegetariano.org
ISBN 972-8967-15-2


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terça-feira, 17 de setembro de 2013


A ideologia vegetariana nos séculos XIX e XX.


No século XIX.

    A influência do Cristianismo radical, no século XIX, deveu-se a grande difusão do vegetarianismo na Inglaterra e nos Estados Unidos. 
Os fundamentalistas cristãos provieram de grandes congregações existentes na recente e pobre zona urbana. Estes representantes estavam a sair da Inglaterra e a espalhar-se por outros países europeus, e as comunidades vegetarianas nos Estados Unidos eram formadas maioritariamente por Adventistas do S étimo Dia. Um notável praticante desta religião era o Dr. John Harvey Kellogg, o inventor dos cereais Kellogg's.
Por volta de 1880, os restaurantes vegetarianos eram populares em Londres e ofereciam refei ções baratas e nutritivas.

No século XX.

    Com o virar do século XX, a população britânica encontrava-se ainda num estado de pobreza. A Sociedade Vegetariana, durante a crise de 1926, distribuía alimentos as comunidades mais carenciadas - o vegetarianismo e o humanitarismo estiveram sempre proximamente relacionados.
Devido a escassez de alimentos durante a Segunda Guerra Mundial, os britânicos foram encorajados a "Escavar para a Vitoria" (Dig For Victory), para cultivarem os seus próprios vegetais e frutas. A dieta vegetariana manteve a população, e a saúde das pessoas melhorou muito durante os anos em guerra.
    Nos anos 50 e 60 do s éculo XX, muitas pessoas tomaram consciência do que se passava nas unidades de produção intensiva, introduzidas após a guerra. O vegetarianismo tornou-se muito apelativo quando as influências orientais se espalharam pelo mundo ocidental.
Durante as décadas de 80 e 90, o vegetarianismo ganhou um maior ímpeto, quando o desastroso impacto que a população humana estava a causar no planeta se tornou mais evidente. Os assuntos ambientais dominaram os noticiários e estiveram durante muito tempo em primeiro plano na política. 
O vegetarianismo foi encarado como parte do processo para a conservação dos recursos.

FONTE: Introdução ao Vegetarianismo
2a edição, Setembro de 2005
Edição e distribuição: galaxia-alfa.com
http://www.centrovegetariano.org
ISBN 972-8967-15-2



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terça-feira, 3 de setembro de 2013


O vegetarianismo no Cristianismo antigo.

    


    O Cristianismo primitivo, com raízes na tradição judaica, viu o vegetarianismo como um jejum modificado para purificar o corpo. Tertuliano (155-255 DC), Clemente de Alexandria (150-215 DC) e João Crisóstomo (347-407 DC) ensinaram que evitar a carne era uma maneira de aumentar a disciplina e a força de vontade necessárias para resistir as tentações. Isto tornou as restrições dietéticas, como o vegetarianismo, muito comuns no comportamento cristão da época. E estas crenças foram transmitidas ao longo dos anos de uma forma ou de outra - por
exemplo, a proibição de carne (exceto peixe) da Igreja Católica Romana nas sextas-feiras, durante a Quaresma.
    Com o estabelecimento do Cristianismo, surgiram ideias de supremacia humana sobre todas as criaturas, mas muitos grupos não ortodoxos não partilhavam desta visão. Desde então, no decorrer da Idade Média, todos os seguidores das filosofias que eram contra o abate e abuso dos animais, eram considerados fanáticos, hereges e frequentemente perseguidos pela Igreja e queimados vivos. No entanto, conseguiram escapar
a este terrível destino dois notáveis vegetarianos - Santo David (Santo Padroeiro de Wales) e São Francisco de Assis. O mundo medieval considerava que os vegetais e cereais eram comida para os animais. 
Somente a pobreza compelia as pessoas a substituírem a carne pelos vegetais. A carne era o símbolo de status da classe alta. Quanto mais carne uma pessoa pudesse comer, mais elevada era a sua posição na sociedade.

FONTE: Introdução ao Vegetarianismo
2a edição, Setembro de 2005
Edição e distribuição: galaxia-alfa.com
http://www.centrovegetariano.org
ISBN 972-8967-15-2

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quarta-feira, 24 de julho de 2013


Como eram os vegetarianos nas civilizações antigas.



    Por volta de 3200 AC, o vegetarianismo foi adotado no Egito por grupos religiosos, que acreditavam que a abstinência de carne criava um poder k armico que facilitava a reencarna ção.
Na China e Japão Antigos (s éculo III, AC), o clima e os terrenos eram prop ícios a pr ática do vegetarianismo. O primeiro profeta-rei chinês, Fu Xi, era vegetariano e ensinava as pessoas a arte do cultivo, as propriedades medicinais das ervas e o aproveitamento de planta ções para roupas e utensí lios. Gishi-wajin-den, um livro de hist ória da época, escrito na
China, relata que no Japão não existiam vacas, cavalos, tigres ou cabras e que os povos viviam das planta ções de arroz, do peixe e dos crust ácios que apanhavam. Muitos anos mais tarde, com a chegada do Budismo, a proibi ção da ca ça e da pesca foi bem recebida pelas popula ções japonesas.
    Na Índia, animais como as vacas e macacos foram adorados ao longo dos anos por simbolizarem a encarna ção de divindades. O rei indiano Asoka, que reinou entre 264-232 AC, converteu-se ao Budismo, chocado com os horrores das batalhas. Ele proibiu os sacrifí cios animais e o seu reino tornou-se vegetariano. A Índia, ligada ao Budismo e Hinduí smo,
religiões que sempre enfatizaram o respeito pelos seres vivos, considerava os cereais e os frutos como a melhor forma (mais equilibrada) de alimentar a popula ção. Juntamente com estas pr aticas religiosas, certos exercí cios, como o Yoga, associaram-se ao não consumo de carne, para alcan çar a harmonia e ascender a n veis espirituais superiores.
    Para os povos celtas e aztecas, intimamente ligados a natureza, a
carne era reservada para grandes ocasiões: as festas que serviam para
estreitar os la ços sociais e ligar o mundo humano ao dos deuses pagãos.
De resto, quando não estava ligado ao sacrif ício, o consumo de carne dependia da ca ça. Apenas a ca ça escapava a l ógica do sacrif ício, mas no
sistema de valores da cultura celta era uma atividade marginal.

FONTE: Introdução ao Vegetarianismo
2a edição, Setembro de 2005
Edição e distribuição: galaxia-alfa.com
http://www.centrovegetariano.org
ISBN 972-8967-15-2


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domingo, 30 de junho de 2013


Discurso inspirador de Philip Wollen.



 
"Rei Lear tarde da noite nos penhascos pergunta ao cego Earl de Gloucester : - Como você vê o mundo?"
E o homem cego de Gloucester  responde: - Eu vejo com meus sentimentos."
E não deveríamos todos?

   Em um discurso de 10 minutos Philip Wollen (vice-presidente da ex Citibank  e filantropo vegetariano- farei mais para frente um post sobre ele) questiona a sociedade sobre o consumo da carne e suas consequências estarrecedoras para os animais, para a nossa saúde e para toda a Terra. Um discurso tão sensível, tocante e inspirador que não me canso de assistir e indicar. TODOS deveriam assisti-lo, somos todos parte desse planeta. É o melhor que já pude assistir.
Nossos amigos animais estão há anos sendo escravizados e mortos para sustentar o luxo de pessoas egoístas que pensam apenas na gula e assim o ser humano a cada dia mata a natureza.
Assista, seja confrontado e reflita no que tem feito para ajudar o mundo!





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