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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014


Anemia na gravidez não é só coisa de vegetariana!


    A anemia é uma doença grave – principalmente na gravidez, pois além dos sintomas comuns, pode inclusive levar ao parto prematuro. No entanto, ao contrário do que algumas pessoas gostam de dizer por aí, anemia não é doença que só dá em grávida vegetariana/vegana. É muito comum os níveis de ferro baixarem na gravidez por conta das necessidades do feto.
   O que você futura mamãe pode fazer para evitar a anemia, é ter uma alimentação rica em ferro, ácido fólico e vitamina C. Além disso, os médicos obstetras costumam receitar ácido fólico e um complemento vitamínico próprio para grávidas que já contém a substância.
   O que aconteceu comigo, acontece com gestantes do mundo todo, não necessariamente vegetarianas. Por conta dos enjoos frequentes e da falta de apetite, eu simplesmente abandonei a dieta saudável e passei a comer basicamente pão, comida pronta e biscoitos. Ou seja, saladas, frutas e alimentos ricos em nutrientes foram deixados de lado por que eu simplesmente não conseguia comer.
   Depois de dois meses com um bebê crescendo bastante dentro de mim e sugando os poucos nutrientes que restavam, é lógico que eu precisaria de ajuda. Foi então que o médico receitou algumas doses de ferro injetável e comprimidos extras de ferro e ácido fólico. Em pouco tempo – o espaço de uma consulta para outra, os níveis se regularizaram. E eu comecei a comer mesmo sem vontade, forçando mesmo. Quando os enjoos finalmente passaram no sexto mês, eu voltei a comer com vontade e saboreando os alimentos.
   Algumas dicas para evitar anemia são importantes, e eu gostaria de compartilhar aqui. Primeiro, é sempre bom comer feijão e os vegetais verde escuros (bastante brócolis, espinafre, couve...) junto com alguma fonte de vitamina C (laranja, limão, acerola, goiaba) para facilitar a absorção. Além disso, sempre que você for comer alguma coisa rica em ferro, tente não incluir na refeição algo rico em cálcio (principalmente se você for ovo-lacto, não consuma queijos e leite junto com ferro), pois o organismo vai absorver menos esses nutrientes.

Imagem: GNT
   Uma dica é tomar suco verde – ou o simples básico couve com limão – todos os dias. O suco em si eu não consigo tomar sempre, mas tento comer (no almoço ou jantar) uma ou duas folhas de couve temperada com limão. Ou alguma coisa com espinafre ou brócolis também temperada com limão ou acompanhada de suco de laranja – só a fruta e sem açúcar.
   A famosa multimistura, tão divulgada nas campanhas da Pastoral da Criança, também é uma boa fonte de vitaminas e ferro, e pode ser comprada em qualquer supermercado e adicionada no feijão, em sucos ou vitaminas. Só preste atenção se a que você achar tem casca de ovo, pois aí ela deixa de ser vegana. Verificar também os níveis de B12 e não deixar de tomar a vitamina na forma sintética, para evitar outros tipos de anemia, como a que ocorre por falta das vitaminas do complexo B.
    Procure um nutricionista para que ele possa direcionar sua dieta da forma que você precisa. Mas esteja consciente, você não precisa voltar a comer carne, ou deixar de ser vegetariana/vegana para ter uma gestação saudável.



Dúvidas ou sugestão de assuntos, pode enviar pra gente! Espero que tenha gostado e até a próxima!



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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014


O que mudei na minha alimentação depois da gravidez.

Estar grávida envolve uma série de preocupações não só com o seu corpo, mas principalmente, com a vida de outro ser que está sendo gerado com a sua ajuda. Você com certeza se preocupa com o quanto vai engordar, se vai ter ou não estrias e varizes, se vai conseguir voltar ao corpo de antes da gravidez... Mas a preocupação maior – pelo menos pra mim – tem sido basicamente, como fazer o meu bebê crescer forte e saudável.
Já antes da gravidez eu tinha uma certa preocupação com minha dieta. Não só por questões estéticas, com a preocupação com a saúde me fazia evitar doces em excesso, refrigerantes e frituras. Claro, tem aqueles dias em que você come de tudo, mas normalmente, minha dieta era equilibrada. Depois da gravidez, essa preocupação aumentou. Procurei uma nutricionista, mas a dieta que ela me passou me deixou preocupada, tinha muita soja várias vezes ao dia.
Era um tal de iogurte de soja de manhã, soja no almoço, vitamina com leite de soja no lanche e soja no jantar... Achei aquilo meio exagerado e sem criatividade. Abandonei a dieta em menos de duas semanas. E comecei a pesquisar na internet os nutrientes mais importantes para grávidas. Acabei montando uma dieta por conta própria (não faça isso, é sempre muito mais indicado procurar um profissional), e tentando comer mais alimentos frescos (vegetais e frutas), fibras e proteínas.



Nesse meio tempo, os enjoos frequentes e a falta de apetite dos primeiros meses de gravidez, me fizeram abandonar a dieta saudável por um tempo. O que me causou a temida anemia – tão comum entre grávidas (sejam elas vegetarianas ou não), mas que foi curada com suplementos e uma dieta rica em ácido fólico, vitamina C e ferro. Suco de jenipapo, alimentação com bastante beterraba, feijão, limão, laranja, framboesa e couve foram grandes aliados. Eu falo da anemia no próximo post, mas já adianto que comer bem é a chave para um desenvolvimento saudável da gestação.
Agora que os enjoos passaram (finalmente!!!), voltei a comer bem e percebo que não há grandes alterações na dieta de antes da gravidez. Minhas principais mudanças foram:
- Diminuí a quantidade de café – eu tomava mais ou menos 4 a 5 xícaras pequenas de café por dia. Passei a tomar uma xícara só pela manhã ou à tarde.
- Excluí refrigerantes.
- Excluí qualquer bebida alcoólica – eu bebia socialmente, uma taça de vinho ou um copo de cerveja. Aboli isso completamente e brindei o ano novo com uma taça de champanhe sem álcool.
- Dei preferência a alimentos integrais e ricos em fibras – eu já fazia isso antes, mas sem muita preocupação. Hoje procuro sempre comer arroz integral, biscoitos integrais e pouco pão.
- Consumir alimentos ricos em ferro sempre junto com uma fonte de vitamina C. Isso ajuda na absorção. Sempre coloco um pouco de limão no feijão e na couve e, no caso do suplemento, cada comprimido de ferro era acompanhado por um de vitamina C. – Caso precise suplementar, procure um médico.
- Diminuí sal e açúcar - não é que eu tenha excluído, mas tentei diminuir consideravelmente o consumo. Ajuda a não inchar tanto e a não ter diabetes gestacional e pressão alta. Tomar sucos sem açúcar e não usar temperos e caldos prontos cheios de sódio é uma saída. Quando uso esses caldos prontos, procuro usar metade do que usava antes.
- Na hora do lanche, prefiro as frutas. Eu levo para o trabalho normalmente três ou quatro opões de lanche. Fico o dia todo lá, então tem lanche de manhã e à tarde. Opções bacanas são maçã, banana, laranja cravo, kiwi, uva, goiaba e ameixa. Se tiver mais tempo, levo melão ou melancia cortadas. Às vezes, levo uma barrinha de cereal ou biscoito no caso de ter fome no caminho.
- Deixo os biscoitos mais doces, bolos e chocolates para os dias em que estou com desejo, então, só compro/faço na hora da vontade.
- Diminuí o consumo de soja. Não que faça mal, mas a gente lê tanta coisa a favor e contra, que não sabe em que acreditar. Por isso, dou preferência ao tofu e ao glúten. Quando tenho vontade de salsicha de soja ou soja texturizada – para strogonoff, por exemplo, compro a quantidade que dá um ou dois pratos. Congelo uma parte para comer durante a semana.
- Aumentei o consumo de cálcio com tofu, brócolis, couve e abacate.
- Tomo bastante água.




      Está vendo que não é difícil? Normalmente já é o que a gente faz numa dieta vegana, a diferença é só que há uma preocupação maior com a absorção de nutrientes. A utilização de suplementos eu falei no post anterior e não é nada do outro mundo.
            Aguardo você no próximo post quando irei falar sobre a anemia. Se tiver alguma dúvida ou sugestão de assuntos, pode enviar pra gente!

            Espero que tenha gostado e até a próxima! 



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