sexta-feira, 31 de janeiro de 2014


Vídeo: Making the Conection


    Bom dia super veggs! Estavam com saudades dos vídeos das sextas?! Eu estava. Gosto muito de procurar eles para postar aqui, pois aprendo bastante e é sempre bom vermos diferentes pontos de vista. Esse é um documentário produzido pela Vegan Society e de todos os que já assisti considero o melhor, pois são várias pessoas contando suas experiências em diferentes lugares e profissões. Vale a pena ver e depois compartilhar com seus amigos.
Infelizmente o que estava legendado em português não encontrei, acho que tiraram do site, pois na última vez que o assisti estava falhando muito, essa versão está em espanhol.
Veganize!



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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


Lembranças de um gato.


    Era manhã de mais um dia comum. Eis que ao longe, na rua de minha residência, vinha eu: triste, pensativo e com uma lágrima querendo rolar-me no focinho. Ao entrar em casa, senti um vazio, e logo me veio à lembrança do meu querido e único amigo, o Amarelo Brincalhão. Talvez alguns pensem: “mas, se ai no campus há bastante gato, por que você, Marcovaldo, só tem o Amarelo como amigo?”
Explicarei. Quando fui abandonado aqui no Campus, eu era um felino muito pequeno e acanhado. Ninguém da turma que morava por aqui me dava atenção, porém o Amarelo Brincalhão foi o único a receber-me bem, deu-me as boas vindas, cuidou de mim e ensinou-me as regras para conviver em uma residência universitária. Por isso que eu o tenho com grande apreço. Ele ganhou meu respeito, minha amizade, o meu coração. Brincávamos o dia todo, desde o nascer do sol ao seu pôr. Dividíamos o mesmo punhado de ração e dormíamos juntos no velho sofá da sala da residência.
    Um dia marcou minha mente. Naquele dia não me sentia bem, parecia que previa algo de ruim, não sabia o quê. Passamos o dia miando, e o tempo logo passava. No final da tarde, como de costume, brincávamos. E nossa última brincadeira foi ver quem atravessava mais rápido a rua, de um lado para o outro. O mais veloz entre nós teria por prêmio o leite que acompanhava o punhado de ração da noite. Mas logo começaram a aparecer outros gatos, todos querendo participar da brincadeira. Surgia gato de todos os lados, vindos dos setores de aula, da reitoria, dos departamentos. Haja gato. A brincadeira se espalhou feito notícia, como se fosse uma aposta. Então, fui o primeiro. Lancei-me a atravessar a rua, no momento não havia carros circulando, fui rápido e astuto. Depois de mim, foi a vez do meu amigo Amarelo. Lembrei-me que ele já estava com a idade um pouco avançada, mas mesmo assim não recusava minhas brincadeiras – não enxergava muito bem. Correu! Atravessou a rua sem perceber que da sua esquerda vinha um carro, e nele havia um velhinho no volante que também tinha a visão imperfeita – e justamente naquele dia esquecera seus óculos, culpa da pressa.
Screeech! Iééé! Bam! Meu amigo foi atropelado. A cena foi horrível. A batida foi muito forte, Amarelo foi ao alto e caiu na minha frente do outro lado da rua, cheio de sangue e fraco, imóvel. No mesmo instante, o velhinho saiu do carro, em prantos e o colocou em cima da calçada – demonstrando preocupação para com o meu amigo. Porém, não podia fazer mais nada, a pulsação do Amarelo estava fraca e ele quase nada respirava mais. Aproximei-me dele. Então ele começou a miar para mim, baixinho, e disse em suas últimas miadas: “Marcovaldo, se cuida, eu te amo, nunca me esquecerei de você”. Ele se foi – e assim percebi que não temos 7 vidas, como  disseram-me.
    Sim, o meu melhor amigo foi dessa vida para uma melhor. Deixou-me aqui, sozinho. Lembro-me dele todos os dias e, por isso, decidi escrever essas palavras, acreditando que esta é uma forma de homenageá-lo. Carrego, até hoje, a culpa pela sua morte, não era para ter sugerido uma brincadeira tão arriscada e injusta. Amigo mesmo que você esteja longe eu nunca deixarei de amá-lo, és para mim um tesouro que para sempre guardarei no meu coração. Peço desculpas – mesmo sabendo que isso não o trará à vida. Levarei todos os seus ensinamentos ao próximo, por toda vida.
Miau! O céu ganhou mais uma constelação.

Patrícia Nunes. 
Estudante de Comunicação Social- Publicidade e Proganda /UFRN


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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014


Entrevista: Gerson Luiz (Parte 2).

    Vamos para a segunda parte da entrevista com o vegetariano, quase vegano Gerson Luiz do blog "Eu Vegetariano".



5. Mencionei seu blog na pergunta anterior. O "Eu Vegetariano" é bem interessante com suas notas sobre seu dia-a-dia. Da onde surgiu  a ideia de fazê-lo? Você costuma postar sempre? O que mais gosta de escrever?
Bom, o blog "Eu Vegetariano" é meu álbum de notas, a ideia junto com a vontade surgiu  nos meus primeiros dias de pesquisas na internet  a respeito do vegetarianismo na fome por novas informações, me deparei com milhares  de web sites, blogs, páginas e etc sobre o assunto, e todos com muitas informações realmente necessárias, mas sentia falta de compartilhamentos de experiências, dos novos e/ou velhos no vegetarianismo, pois acredito que na teoria é uma coisa, na prática é outra, e era exatamente isso que procurava, os relatos dos muitos na vida real colocando em prática a teoria. 
Então acredito que como eu, os simpatizantes que desejam optar pelo veg(etari)anismo quando buscam por mais informações, procuram sim, experiências de vida de quem vive na prática toda teoria lida em todos outros sites nos assegura de uma certa maneira que não estamos sozinhos e que é possível sermos veg(etari)anos de verdade sim. Posto e pretendo postar sempre que puder  e quando houver notas de experiências, é isso que gosto de escrever, compartilhar.

6. Fiquei encantada com o seu "Santuário Lar Doce Lar". Que animais você tutela e como é cuidar deles?
É um sonho meu desde então, a paixão pelos animais tornou-se mais intensa e completa, conscientizado-me com a realidade de  nossos animais, faz com que o desejo em protegê-los e se pudesse acolher todos eles em meu santuário seja cada vez maior, mas o meu pequeno "Lar Doce Lar" não passa do quintal de casa da minha mãe, mas mesmo nesse pequeno espaço resolvi tutelar os dois pintinhos, a pata Lili e junto com minha mãe em casa temos um cachorro (Branquinho) e mais oito gatos. Adoraria morar em uma fazenda e adotar muitos outros, no entanto faço o melhor que posso mesmo que por um, dois, é melhor do que não fazer nada por nenhum. 
Cuidá-los como veg(etari)ano é diferente, é uma felicidade extremamente grandiosa em ver a maneira em que eles nos olham, o carinho, gratidão e amor em seus olhos. Isso é gratificante.



7. Você costuma ler, pesquisar e se informar sobre a causa animal em geral? Em quais fontes?
O máximo possível no pouco tempo que me resta. As fontes variam, livros, revistas, vídeos, documentários, internet. Informação nunca é demais.

8. O que costuma fazer para preservar o meio ambiente?
Uso sustentável e consciente dos recursos que a natureza nos oferece, respeitando sempre tudo e a todos que fazem parte dessa grande família. Mas como referência de uso consciente levo muito a sério o respeito com o uso da água, a preservação do verde e consequentemente a dos animais.

9. Na cidade em que você mora participar de algum grupo de ativismo sobre a causa?
Infelizmente ainda não, na minha cidade mesmo tenho conhecimento de apenas 3 vegetarianos declarados  contando comigo e o ativismo passa longe de se tornar concreto de maneira prática na cidade. Faço-me particípio em grupos em redes sociais apenas, pelo menos por enquanto.

10. Deixe uma mensagem para àquelas pessoas  que ainda não se atentaram para a causa animal.
"Tudo que vive é teu próximo". (Mahatma Gandhi)
É, eu sei que o que vemos todos os dias. Várias pessoas sendo mortas pelos seus próprios irmãos, não é um bom exemplo de amor ao próximo, nem mesmo a sua própria espécie, mas aos que não matam outras pessoas é sensato pensar no seu próximo como tudo que vive. Não é nosso direito cessar a vida, principalmente de quem nunca nos fez mal algum. Deixo essa pequena mensagem de Chico que expressa singelamente o que sinto.

  

Quero agradecer ao Gerson Luiz pela simpatia e pela disponibilidade em participar dessa pequena entrevista que tem como objetivo dizer à pessoas que não é tão difícil assim como dizem e que quando se quer podemos estender nossa compaixão não apenas para animais fofinhos que o homem domesticou, mas para todas as espécies.
  
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014


Entrevista: Gerson Luiz (Parte 1).


Nome: Gerson Luiz
Idade:26
Cidade/ Estado/ País: Serra do Mel-RN/ Brasil
Estado Civil: Noivo
Profissão: Universitário (Pedagogia)
Vegetariano desde: 08/01/2013- vegetariano e 3 meses em transição para o veganismo.
Redes Sociais: 




1. O que significa veganismo para você?
Resumiria em poucas palavras, porém, simplesmente significativas a mim: ideologia relevante em um senso justo de direito a vida, respeito por mim e aos animais como irmãos em nossa única casa por hora, amor recompensado pela criação divina em minha consciência.

2. Como você descobriu o vegetarianismo e como depois foi a sua transição para o veganismo? O que foi mais complicado? Conte-nos sua experiência.
Já havia ouvido falar sobre vegetarianismo antes, mas não dava a mínima importância, no entanto em 2012 a 2013 tive a oportunidade de conhecer três amigas que são vegetarianas (e também não tinha conversado a respeito com elas) durante um encontro com muitos jovens de outros Estados em Natal/RN, pude conhecer um maior número de vegetarianos e haviam ficado sem almoçar no primeiro dia do encontro  porque a equipe da cozinha não havia preparado antes, foi então que minhas amigas (Nila, Karlla e Ana ) prepararam o almoço para eles. Foi nesse momento que me veio mil questionamentos à cabeça, era a primeira vez que me deparava com o fato veg(etari)ano real ali na minha frente, depois desse dia enchi elas de perguntas, e ao Google também, até que encontrei os vídeos "Terráqueos", "A Carne é Fraca", "Se os abatedouros tivesse paredes de vidro...", e outros tantos materiais disponíveis na internet, pois bem, depois nessas longas pesquisas resolvi imediatamente: "vou ser vegetariano", e assim fiz, li o máximo que pude um dia, no outro resolvi não comer mais carne de nenhuma espécie, deixei todas de uma vez, optei por ser Lacto-ovovegetariano até os nove meses, depois fui cortando os ovos e o leite, agora com esses cortes, inclusive derivados e produtos de origem animal e/ou testados  em animais nas pesquisas. Estou transitando para o veganismo. 
Nessa transição o mais complicado foi e é a aceitação  das pessoas em respeitar as escolhas do outro, mas no sentido dieta para mim foi mais difícil abandonar os ovos, o leite e seus derivados, o que complica imensuravelmente mais é encontrar produtos que não tenham traços de origem animal, mas com isso aprendi a ler melhor as informações acerca do que consumo.

3. Como sua família reagiu à sua escolha de abdicação de produtos de origem animal?
Respeito as escolhas de cada um sem questionamentos, mas nem sempre todos assim o fazem, e infelizmente fui e sou tachado de louco até hoje por alguns da família ao ponto de me mandarem comer capim, sem falar daquelas perguntas chatas que todos nós já sabemos, como por exemplo, e a mais chata: "o que você come?" Os mais próximos tentam respeitar da maneira que a capacidade em pensar a respeito lhes permite aceitar.

4. Dando uma conferida no seu blog li um post falando que será papai. Parabéns! A sua noiva é veg(etari)ana? Como será a alimentação do filho de vocês?
Obrigado. Infelizmente ainda não. Ela soube da minha escolha vegetariana antes de namorarmos, no entanto nunca quis impor isso como uma condição para que namorássemos e/ou até mesmo noivar, casar, e agora termos filhos. Desejo que a escolha e conscientização dela como a de todos que me conhecem seja  pelo meu exemplo, não por imposição minha. Mas é claro que essa conscientização com ela é mais intensa e constante, pois ela mesma me ajuda no preparo do meu cardápio vegetariano e gosta quando come também. Acredito que com o tempo ela se adapte melhor e ser veg(etari)ana seja uma escolha natural. Quanto ao nosso filho ainda estou em longas pesquisas a respeito de sua alimentação futura, mas acredito que nossa criança poderá escolher quando adulta se vai querer continuar em uma dieta veg(etari)ana, ou não, mas o máximo que puder fazer para que ele tenha uma alimentação e porque não dizer uma vida o mais vegana possível assim farei, respeitando é claro seus limites.


Para que a postagem não fique muito grande a segunda parte da entrevista será postada amanhã. Então não perca!

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014


Receita: Lasanha de Soja

Imagem: becel

    Bom dia! A primeira receita do ano será de uma lasanha de soja que fiz aqui em casa semana passada um dia antes do meu irmão viajar.
Aqui só tem eu de vegetariana, mas sempre faço umas comidinhas para o pessoal e todos aprovaram. Na primeira vez que fiz não ficou tão gostosa devido ao sabor forte da soja, mas eu já aprendi como tirar aquele gostinho horrível e vou ensinar para vocês :)
Antes de citar os ingredientes vou dizer como fazer com o ingrediente principal. Para tirar aquele gosto forte na hora de hidratar a soja coloque ela para ferver com água e suco de limão ou vinagre, eu usei um pouco dos dois para 2 xícaras de soja, diria que menos de 1 xícara do suco de limão ou vinagre. A soja vai ficar sem gosto nenhum, beleza, porque você que vai dar gostinho à ela com os temperos que for utilizar.

Ingredientes:
  • 1 pacote de massa de lasanha semipronta. Procurem as de semolina, pois não é usado ovos nem leite na composição da massa.
  • 2 xícaras de soja hidratada temperada como preferir (eu uso cebola, alho, tomate, shoyu, curry, orégano e molho de tomate).
  • Queijo vegetal e presunto vegetal (caso encontre).
  • 1 caixa de creme de leite de soja para fazer o molho branco ( misture em uma panela o creme de leite + 1 colher de soja de amido de milho + cebola cortadinha ou ralada + noz moscada + sal)
Modo de preparo:
em um refratário médio coloque primeiro o molho da soja e depois coloque a massa e vá intercalando, soja, queijo vegetal, presunto vegetal e molho branco até chegar na última camada que você usará só o molho.
Coloque no forno pré-aquecido e aguarde ela ficar boa :) o tempo irá depender do seu forno e também da massa que você utilizar.
Eu uso sempre a Petybom.
Depois é só se deliciar. Muito bom mesmo!


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De Volta! Seja um Colaborador!

         Bom dia super veggs, hoje é o dia marcado no calendário para voltar as postagens aqui no blog. Nesse meio tempo que fiquei de férias deu para dar uma boa descansada até da internet, quase não estava mexendo no pc, mais no celular, porém a fan page ainda estava sendo atualizada vez ou outra.
Pois bem, o blog está de volta com receitas às segundas, entrevistas, notícias, histórias, resenhas, tudo o que tiver direito, e logo terá uma promoção que farei, então fiquem sempre conectados aqui e no facebook.
Esse ano será bem movimentado, pois quase não estarei em casa, devido a um novo curso que farei à tarde de segunda a sexta e a noite já faço faculdade, graças a Deus está faltando pouco para terminar e na parte da manhã vez ou outra estarei na Universidade, pois sou bolsista de um projeto de pesquisa, então, já sabem né? Tentarei sempre programar as postagens nos finais de semana.
    Gostaria também da ajuda de vocês. Enviem e-mail's com sugestões e críticas construtivas, é óbvio, para que eu possa deixar esse espaço o melhor para todos que entram aqui e estou abrindo espaço tanto no blog quanto na fan page para quem quiser colaborar.



O que precisa para ser um colaborador?
  • Ser veg(etari)ano e gostar de escrever. Você pode colaborar com quantos posts quiser de vez em quando ou você pode ser colaborador fixo, por exemplo, enviar algum post toda semana. O mesmo estará creditado no final.
  • As postagens não podem ser copy-cole.
  • Caso não queira colaborar com textos, mas quiser ajudar na atualização da fan page será bem-vindo. É óbvio que eu terei que conversar e pensar antes para dar o aval.
  • As postagens antes de serem colocadas no blog serão analisadas e eu posso aceitar como não.
  • Você pode falar sobre receitas, notícias do mundo animal no geral, resenhas de produtos veganos, fazer vídeos, textos de reflexão, o que sua criatividade produzir.
Caso, haja o interesse enviar e-mail para: superveggs@bol.com.br
com seu nome, cidade e Estado, idade e um post escrito por você para eu dar uma olhada.



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